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Play

  • Foto do escritor: mayara bortolotto
    mayara bortolotto
  • 29 de nov. de 2022
  • 3 min de leitura

Em sua apresentação “What’s so SERIOUS about PLAY?” na 2022 LEGO® SERIOUS PLAY® Global Meeting, as norte americanas Jilian Gilbert e Wendi Dykes McGehee falaram sobre como o play (brincar/jogar) é mal compreendido atualmente.


As facilitadoras trouxeram alguns dados sobre a Educação Superior que demonstram que o método de ensino tradicional não é efetivo e distancia cada vez mais alunas/os e professoras/es. A explanação do conteúdo através de palestras torna a/o docente na/o dona/o do conhecimento. Além disso, apontaram que qualquer iniciativa que fuja do método “tradicional” é percebida como não sendo séria ou sem rigor acadêmico. Elas comentaram que os adultos se sentem desconfortáveis ao brincar/jogar e muitas universidades não sabem como utilizar outras metodologias e instrumentos para ensinar.


Nas organizações a situação não melhora. Segundo os dados trazidos pelas pesquisadoras, as empresas acreditam que o play não é trabalho de verdade. Play é visto como entretenimento e não como meio para solucionar problemas reais. As atividades de team building são superficiais e não estão conectadas com os desafios organizacionais. Ademais, os líderes não estão dispostos a serem associados ao play por receio de serem constrangidos ou culpados.


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Fonte: apresentação de slides de Jilian Gilbert e Wendi Dykes McGehee na 2022 LSP® Global Meeting



O que é play?

Depois disso, Jilian e Wendi falaram sobre o conceito de play. Para elas, há quatro pilares importantes nesta ação:

1. Precisa ser SIGNIFICATIVA

2. Deve ser INTENCIONAL

3. Necessita de um PROCESSO

4. Leva ao APRENDIZADO


1. Precisa ser SIGNIFICATIVA

O brincar/jogar é um aspecto essencial do desenvolvimento humano. Ajuda a preparar o indivíduo para lidar com mudanças ao desenvolver habilidades como: agilidade, flexibilidade e abertura ao aprendizado.


2. Deve ser INTENCIONAL

O aprendizado é mais efetivo quando ideias, sentimentos e ações trabalham juntos e com intencionalidade.


3. Necessita de um PROCESSO

Aqui entra um pouco do SERIOUS PLAY propriamente dito. Jilian e Wendi compartilharam que as atividades podem ser desenhadas e planejadas para gerar soluções para um problema específico, por exemplo. As empresas se sentem menos desconfortáveis com esta proposta. Elas reforçaram que o aprendizado é um processo ativo e é mais efetivo quando a mente e as emoções trabalham juntos.


4. Leva ao APRENDIZADO

Resgatando conceitos do Construtivismo, que é uma das bases da metodologia LEGO® SERIOUS PLAY®, as facilitadoras nos lembraram que quando construímos algo no mundo externo, um aprendizado profundo acontece. Ademais, trouxeram duas sugestões para garantir uma melhor experiência para os adultos: respeitar e valorizar as experiências de cada um e criar um espaço psicologicamente seguro para a co-criação. Estas duas práticas fazem parte da etiqueta do método LSP®.


Aprendizado Inovador

“Definido como um momento de ruptura onde os obstáculos significativos são removidos dando espaço para a transformação pessoal e de grupo.” (Kahane, 2021) – tradução livre


Por fim, Jilian e Wendi trouxeram algumas sugestões para ajudar a Educação Superior a pensar diferente:

1. Incluir o LSP® no currículo como um meio de experiência e co-criação

2. Mudar a abordagem do corpo docente, é preciso que as/os professoras/es se transformem em co-criadoras/es e facilitadoras/es do processo de aprendizagem

3. Aumentar as pesquisas e publicações sobre Serious Play e Aprendizagem de Adultos para aumentar a credibilidade

4. Normalizar o play entre adultos. “Are you mature enough to play?”

5. Reformular e redefinir play: significativo, intencional, processual e aprendizado.

6. Trazer exemplos como estudo de casos onde o Serious Play teve bons resultados

7. Deixar que as pessoas tenham experiências com os blocos LEGO®, como em Thinking 3D, “Day of Play”, LEGO® and Lunch.

 
 
 

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